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Liberalização, género e meios de sustento: castanha de caju em Moçambique. Relatório resumo

O caju constitui um importante contributo para o sustento das famílias rurais de Moçambique. Cerca de 95% da produção actual de caju é feita pelos pequenos produtores, sendo poucas as propriedades agrícolas comerciais. Perto de um milhão de agregados familiares rurais (40% da população) tem acesso a cajueiros e o caju é, frequentemente, processado tanto a nível doméstico como industrial. O caju tem um valor particular para a mulher, que se encontra envolvida na sua produção, processamento e comercialização por todo o país. Por estas razões, o incremento da produtividade e dos proveitos do sector do caju poderá constituir uma estratégia chave para a redução da pobreza em Moçambique e, poderá também aumentar as receitas provenientes das exportações. Mas, o sucesso duma estratégia deste género depende do grau de envolvimento da mulher no sector e dos benefícios que daí puder tirar. Moçambique já foi um dos maiores produtores mundiais de castanha bruta e um dos maiores exportadores de amêndoa processada. Porém, a partir de meados dos anos 70, a produção e a qualidade baixaram em consequência de vários problemas e na década de 90 a rápida liberalização resultou num colapso do sector de processamento. Moçambique é, actualmente, a nível mundial, um pequeno competidor; a concorrência aumentou e países como a India, o Brasil e o Vietnam dominam o mercado mundial. Partindo de trabalho de campo realizado em Moçambique entre 2002 e 2004, este estudo analisa a maneira como melhorias em três áreas principais poderiam reforçar o papel do caju na redução da pobreza e na promoção da igualdade de género.

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